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Este livro é um manual.
Ao longo das suas páginas
aprende-se de forma ilustrada por situações, histórias e explicações o que é o
Yoga do Riso, como se pratica, porque faz bem. Eficaz, muito mais eficaz que
uma seca obra teórica. Pega-se nele e não se consegue parar. Porque ele é como
a autora. Observando a Ana vem-me com frequência à mente uma frase de Pascal
que desde a adolescência eu elegi como das minhas preferidas: "o Homem é o vime
mais frágil de toda a criação". Este vime mais frágil sobrevive contudo desde
sempre às condições mais adversas, encontrando dentro dele a chama para ir em
frente. A Ana parece frágil, sim, mas voa alto e bem. Nomeadamente porque
sente, como Sebastião da Gama, que "pelo sonho é que vamos...".
Este livro é um roteiro.
O roteiro da aprendizagem de
como evoluir na via do Yoga do riso. Este livro não é teórico. Saiu das
entranhas da Ana. O seu riso é a transmutação das suas lágrimas, por isso o
livro é tão transparente e tão irresistível. Este livro é o diário íntimo das
suas descobertas e dos seus erros, das suas alegrias e das suas desilusões, das
suas vitórias e das suas derrotas, dos seus êxtases e das suas frustrações, É
claro que o seu caminho é pessoal e ninguém vai poder copiá-lo. Mas ler a sua
história e as suas palavras é fascinante e inspirador.
Este livro é um auto-retrato.
Porque a sua história é a sua
vida, Ana escreveu um livro terno e comovente, empolgante, uma aventura a céu
aberto, solidária, solitária e colectiva. Como um samurai treinando, singrando
em cada dia, em cada momento, a sua Via do Riso, com uma entrega total,
apaixonadamente, obsessivamente, sem reservas nem limites, a Ana viveu as suas
sessões como uma aprendizagem constante do ser humano, dos mecanismos da mente,
das dinâmicas de grupo, visando o conhecimento de si própria, fazendo-se
cadinho de transmutação, atanor alquímico onde a utopia da Paz Mundial e da
Alegria ganham forma e se realizam.
Este livro é a jornada da Ana
ao encontro de si própria.
A Ana sempre (con)viveu com o
riso. Ela sabe, melhor do que nós, que o riso é algo de muito sério. Ela sabe,
melhor do que nós, que o riso, sendo um território habitado por todos os seres humanos,
é também uma terra aberta, virgem, com caminhos que se cruzam e que podem vir
de horizontes de felicidade ou de abismos de desespero.
A Ana é palhaça. Quando a
vêem, as pessoas esperam rir. E ela espera fazer rir. É esse o código de
comunicação entre a Ana e o seu público. O modo como a Ana se lhe apresenta, o
que diz, o que faz, é construído para fazer rir. Mas o yoga do riso é outra
coisa, simples e surpreendente: rir sem razão alguma! E isso nem um palhaço
entende. E para a Ana essa foi a primeira revelação. Essa
experiência-charneira, para ela e para todos nós, que com a Ana viajamos
através desse (a)mar infinito, mantém-se e renova-se em cada sessão de Riso,
lúdica, catártica, celebradora do que de mais simples a vida tem.
Porque tu abriste e continuas
a abrir caminhos, obrigado, Ana!
CARLOS
CAMPOS VENTURA
(Líder de Riso, Professor de Saúde e
Alimentação, Director do Instituto Hipócrates de Ensino e Ciência)
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